Saúde-Doença - construção sócio-histórica do conceito
A aula do dia 16 de novembro de 2017 iniciou
com a discussão do texto indicado em que trazia a história do conceito de
saúde. De forma resumida a discussão pautou na saúde que não é a mesma coisa
para todas as pessoas, dependerá da época, lugar, classe, valores, religião e
outros. Dois exemplos que o texto traz é a masturbação e a fuga dos escravos
que ao passar do tempo foi visto de diferentes formas.
Os egípcios e hebreus tinham formas divinas
diferentes de ver, já o Hipócrates não tinha visão religiosa e sim natural, ele
analisava como uma desorganização do estado do corpo. O Galeno analisava a
doença dentro do homem, em seu físico ou em hábitos de vida que levassem ao
desequilíbrio.
Na idade média a religião cristã ver a doença
como pecado e a cura como fé, o René
Descartes analisa o corpo como uma máquina. Com a Revolução Pasteuriana
microscópio, soros, vacina as doenças poderiam ser prevenidas. Após a segunda
guerra mundial foi aceito o conceito universal de saúde entre as nações. E o
principio que norteia o SUS: “Saúde é direito de todos e dever do Estado...”.
No outro texto discutiu a ruptura
paradigmática entre saúde e doença, a reconstrução das práticas com atenção na
saúde, à promoção de saúde como prevenção de doença. A saúde e doença como expressão
de racionalidades diversas (ligação com o outro texto por conta do tempo e
local), a consideração dos sujeitos/subjetividades. Usuários, profissionais,
populações e serviços como portadores de compreensões e projetos relativos à
existência compartilhada.
Objetualidade não deve ser produto de um
saber exclusivamente instrumental, saberes em ambos os lados, relações entre
meios e fins para o controle do risco ou dos agravos a saúde. Para finalizar a
discussão foi relatada sobre as ações campanhistas em que culpabiliza o
individuo, a diferença entre prevenção e promoção. A prevenção está contida na
promoção, a prevenção é especifica de uma doença e a promoção é menos
biomédico, estrutural como o saneamento básico.
Após a discussão dos textos, ocorreu a apresentação do mapa conceitual
que foi elaborado na aula anterior. O nosso mapa tinha o individuo como palavra principal está no meio social sujeito à saúde
e doença. No lado da saúde de acordo
com nosso entendimento caracterizamos por bem estar podendo ser por fatores
sociais, ambientais, biológicos e psicológicos que gera qualidade de vida. E no
lado da doença associamos ao risco, agravo, incapacidade por falta de politicas
de saúde que são públicas e privadas.
Referência
dessa aula:
AYRES, José Ricardo C.C. Uma concepção hermenêutica
de saúde. PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, 17(1):43-62, 2007. -
SCLIAR, Moacyr. História do conceito de saúde. Physis, Rio de Janeiro, v. 17,.
n.1, p.29-41, abril, 2007.


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